Redação
A mulher que viralizou nas redes sociais após matar e torturar uma onça-parda no interior do Piauí foi identificada como Eula Pereira da Silva, de 37 anos. O crime ocorreu no dia 16 de dezembro, durante as férias dela na fazenda dos pais, em Alto Longá (PI).
Eula e seu pai, Manoel Pereira da Silva, receberam uma multa de R$ 45 mil aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além disso, ambos tiveram a espingarda apreendida e vão responder por maus-tratos aos cães que participaram do ataque ao felino.
O caso ganhou grande repercussão após um vídeo circular nas redes sociais. Nas imagens, Eula aparece armada, enquanto seu pai e sua irmã assistem à cena. A onça estava no topo de uma árvore e, segundo fiscais do Ibama, não representava ameaça à família.
Após ser baleada, a onça caiu e foi atacada por quatro cães. O chefe de fiscalização ambiental do Ibama, Adelques Monteiro, afirmou ao programa Fantástico, da TV Globo, que a caça de animais silvestres é proibida e que não há registros recentes de onças atacando humanos ou rebanhos.
A onça-parda (Puma concolor) é o segundo maior felino do Brasil e está ameaçada de extinção. A caça desse animal é considerada crime ambiental.
Em entrevista ao Fantástico, Manoel Pereira afirmou que sua criação de bodes vinha sendo atacada pelo felino e que não sabia que matar a onça era crime. Ele também declarou que não tem condições de pagar a multa.
Já a esposa de Manoel, Rosa Maria, disse que a família está arrependida, mas que não esperava tamanha repercussão.
O Ibama divulgou, no dia 29 de janeiro, os valores das multas aplicadas:
O caso segue sendo investigado pelas autoridades ambientais e pode resultar em sanções penais para os envolvidos.
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